Os pneus do Tour de France: eles trocam por um par novo todos os dias? E quanto selante usam? 🚴♂️💨

Os pneus do Tour de France

Se você acha que só porque são os maiores ciclistas do mundo, eles têm um pneu novinho em folha esperando por eles todas as manhãs antes de encarar mais uma etapa do Tour de France, eu tenho uma notícia que vai te surpreender — e também uma história cheia de detalhes incríveis sobre como esses profissionais cuidam de um dos componentes mais importantes da bicicleta.

Nos últimos dez anos, a tecnologia dos pneus deu um salto enorme. Aqueles pneus tubulares tradicionais, que exigiam cola e eram uma verdadeira dor de cabeça para trocar, foram ficando para trás e deram lugar aos modelos sem câmara de ar (tubeless), que rolam mais rápido e oferecem uma proteção melhor contra furos. Mas tem um porém: como eles usam versões extremamente leves e rápidas — que também são mais delicadas — e precisam de manutenção constante do selante, os mecânicos não têm um minuto de descanso durante as três semanas de corrida.

Então, quanto material realmente passa pelas mãos de cada equipe? E a pergunta que não quer calar: cada ciclista ganha um par novo todos os dias? Fomos atrás das respostas com quem entende do assunto: as marcas Vittoria e Continental, e também com a equipe UAE Emirates-XRG, para contar tudo isso de forma simples e descontraída.

Troca diária? Não exatamente!

“Depois de cada etapa, todas as noites, nós limpamos e conferimos cada pneu com muito cuidado. A troca por um novo acontece geralmente a cada três a cinco dias, mas tudo depende muito das condições das estradas”, explica Tommaso Cappella, gerente de projetos e responsável pelo contato com as equipes na Vittoria, que fornece pneus para oito das equipes que correm o Tour de France. “E quando colocamos um pneu novo, também aplicamos selante novinho junto, para garantir a máxima segurança e o melhor desempenho possível”, completa ele.

Isso significa que não existe uma regra fixa de “um par por dia”. Se o percurso for cheio de pedras, buracos ou trechos mais acidentados, a troca pode ser mais frequente. Se for uma etapa plana e com asfalto lisinho, os pneus duram um pouco mais. Faz todo sentido, né? Afinal, trocar por trocar seria desperdício — e não é só de dinheiro que estamos falando, mas também de tempo e ajustes delicados que cada ciclista tem com os seus equipamentos.

Vamos fazer as contas: cada equipe tem oito ciclistas. Se considerarmos apenas as bicicletas principais, sem contar as reservas, uma única equipe da Vittoria usa entre 32 e 56 pneus ao longo de toda a corrida. Somando todas as oito equipes que a marca apoia, chegamos a algo entre 256 e 448 pneus trocados durante as três semanas! Isso é muita borracha, não é mesmo?

E as outras equipes? Quantos pneus e selante usam no total?

Agora vamos falar da Continental, que equipa seis equipes na edição de 2026, incluindo a forte UAE Emirates-XRG, de Tadej Pogačar. A equipe dos Emirados Árabes não segue intervalos certos para as trocas: eles começam a corrida com pneus novinhos e vão trocando conforme a situação pede — tipo quando há danos visíveis, quando a temperatura muda muito ou quando o asfalto está mais perigoso. A estimativa deles é de usar entre 30 e 40 pneus só para a equipe deles durante todo o Tour, bem próximo aos números da Vittoria.

E quando juntamos todas as equipes que usam pneus da Continental? O total fica entre 240 e 320 pneus novos, além de impressionantes 10 a 13 litros de selante aplicados! Já a Vittoria, por sua vez, calcula que as suas equipes usam até 18 litros do produto para manter tudo funcionando perfeitamente.

Elizabeth Walker, gerente global de atletismo e conteúdo da Continental, conta também que cada ciclista tem a sua preferência quanto à largura do pneu: “Nas etapas de contrarrelógio, a maioria usa os modelos de 28 mm ou 30 mm, mas tem variações. O modelo AERO 111 é o menos usado, e quando aparece, costuma ser na versão de 29 mm”. E vimos até o próprio Pogačar usando pneus ainda mais finos, de 25 mm, na sua Colnago TT2 durante a prova por equipes em Barcelona!

Por que tanta atenção aos pneus e ao selante?

Vamos lembrar: em uma corrida onde cada segundo vale ouro, e onde os ciclistas passam horas pedalando a velocidades altíssimas, muitas vezes em estradas com pedras, cacos ou detritos, um pneu mal cuidado pode significar um furo que pode perder minutos — ou até fazer perder a classificação.

Os modelos sem câmara de ar são a escolha de quase todas as equipes hoje em dia, exatamente porque rolam com menos resistência e furam com menos facilidade do que os modelos com câmara. Mas o selante não dura para sempre: ele precisa ser completado nos dias de descanso e trocado junto com cada pneu novo, para garantir que, se algo perfurar a borracha, o líquido feche o buraco na hora, sem paradas desnecessárias.

Os mecânicos também escolhem o modelo certo para cada tipo de etapa: tem opções mais aerodinâmicas, outras com mais aderência na chuva, outras feitas para aguentar melhor os trechos montanhosos e cheios de pedras. Nada é deixado ao acaso — mas também não é desperdiçado um equipamento que ainda pode dar muito rendimento.

Então a resposta curta é: não, eles não ganham um par novo todos os dias. Mas cada pneu que está ali é conferido milimetricamente, trocado assim que deixa de oferecer o melhor desempenho, e recebe todo o cuidado do mundo para levar esses atletas até Paris com segurança e velocidade. E a quantidade de material usado? É realmente de impressionar — tudo para que cada pedalada conte o máximo possível! 🚲✨

Gostou de saber mais sobre os bastidores do Tour de France? Se quiser, posso contar também como é feita a escolha da pressão dos pneus para cada tipo de terreno, ou quais são os modelos favoritos dos maiores corredores da atualidade!


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